Tenho falado sobre este tema em eventos setoriais e em fóruns de debate com professores, parceiros e clientes, na minha visão a educação corporativa deveria “se casar” com a área de inovação da empresa, e fazer um casamento duradouro e com muitos filhos!

Observo com interesse o tema consolidação das universidades corporativas como centros de desenvolvimento estratégico, e nelas, invariavelmente , a necessidade de consolidação se apóia na sentença: comprometimento da alta direção!

Está claro que quando uma instituição pública ou privada constitui um Sistema de Educação Corporativa (SEC), deve comprometer os membros da alta direção com o sucesso da iniciativa, mas a consolidação do chamado SEC depende apenas disso? Quando se coloca as coisas desse modo, em minha avaliação se enfraquece o SEC, ele se torna depende da força de áreas que sejam “de fato” as tais áreas “estratégicas”!

Os executivos do SEC devem observar constantemente o mercado de sua instituição e compreender, antes que elas sejam declaradas, quais as necessidades da alta direção junto ao SEC, tenho comentado que a auto-imagem do responsável pelo SEC deve ser de futuro presidente da empresa, ora, se esta é a auto-imagem, o executivo deve compreender todos os desdobramentos e necessidades que a empresa tem e destes, quais podem ser sanados por meio do SEC.

Mas e a inovação? O vínculo inovação e educação corporativa já existe, contudo precisamos torná-lo público e associar seus resultados entre si. As instituições realizam programas de educação corporativa em apoio à estratégia e esses programas tratam de aperfeiçoamentos, formação de lideranças, desenvolvimento do empreendedorismo, ou seja programas que cuidam do aspecto cultural e de desenvolvimento de capacidades para inovação.

Há uma visão equivocada de que inovação se restringe a Planejamento e Desenvolvimento, engenheiros e cientistas de jaleco branco tendo idéias mirabolantes a respeito de novos produtos que podem salvar a empresa e reinventar o mercado! Inovação é muito mais do que isso, é um processo cultural no qual, após a criação de conceito, todos na empresa compram a necessidade de observar todas as possibilidades de melhoria para a instituição.

O que estamos professando é que o Sistema de Educação Corporativa seja o porta voz, o organizador, catalogador, gestor do conhecimento gerado, interlocutor das áreas e porque não dizer: impulsionador para tudo o que disser respeito ao processo cultural relativo a inovação.

Outro ponto que apoia esta união é que o SEC e as áreas envolvidas com inovação têm como objetivo comum, no presente, a construção do futuro da organização em termos de sustentabilidade e competitividade!

A união sistematizada dessas áreas é de fato um casamento perfeito que traria como resultado maior visão sistêmica e competitividade às empresas, e certamente atribuiria cada vez mais relevância a ambas as áreas.

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